Feliz dia para todos aqueles que de certa forma gostam da eletrônica

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Respostas a este tópico

Existe isso? 

Abraços

Gustavo Murta

Oi Gustavo, existe e é lei, Veja isso aqui

Grande abraço!

CK

olá.

      Também parabenizo estes profissionais,  os quais com toda sua capacidade e empenho, foram fundamentais para chegarmos até aqui.

      Também sou Técnico em Eletrônica, e com muito orgulho. Antes de fazer Engenharia Elétrica com ênfase em Eletrônica,  eu conclui o curso de Técnico em Eletrônica  em 1986 após 4 duros anos de estudos (naquela época era exigido por lei, que o curso tivesse um ano a mais que os 3 anos do segundo grau, hoje chamado de "ensino médio"). Isso me deu bases extremamente sólidas para o curso de Engenharia,  e me forneceu possibilidades que de outra forma não teria. Por isso mesmo, sempre é recorrente para mim o questionamento:  para aqueles que almejam a Engenharia, não deveria ser exigido que a mesma fosse uma continuidade de um curso Técnico em Eletrônica ou Eletrotécnica?  E apesar de que isso imponha um caminho muito mais árduo para alguém, eu quase sempre penso que sim, que isto acrescentaria um ganho excepcional para a formação de um profissional.

      Também trabalhei como Técnico em Eletrônica,  na "extinta" e gloriosa Gradiente,  especificamente na Gratec - divisão de Tecnologia da Gradiente. Na época, essa divisão sozinha era maior que muitas industrias e ocupava um quarteirão inteiro (daqueles bem grandes) em Osasco/SP. Lá, eu trabalhei na equipe que desenvolvia o Microcomputador MSX  - o famoso modelo "Expert", e era uma equipe de profissionais incríveis da qual até hoje tenho uma admiração imensa. Aproveito o momento para agradecer ao meu amigo Kozo (que nasceu no Japão e falava um Português com um sotaque bem forte na época), pois foi ele quem me recomendou e abriu caminho para mim e outras pessoas na Gradiente.  Kozo  também fez os 4 anos do curso Técnico em Eletrônica,  e se formou na mesma turma que eu em 1986, em São José dos Campos.

      Então novamente,  parabéns por essa querida profissão, e que ela tenha o justo reconhecimento e respeito de todos.

      abrçs,

      Elcids

Oi Elcides, 

Concordo plenamente no sentido de fazer o curso técnico antes de fazer engenharia, sim deveria ser uma regra, já vi muitos colegas apanhando depois de fazer engenharia, porque a base não foi suficiente, logo, esse profissional devera praticamente fazer na pratica  aquilo que deveria ter feito lá atrás.

Também tive a sorte de me formar como técnico na Argentina (Sou brasileiro mas morei lá 20 anos) e também tive uma outra "sorte" que foi poder trabalhar com elétrica e eletrônica antes, durante, e depois é claro me formar em engenharia elétrica/eletrônica na UBA. A diferença é notável, por isso e outros motivos (É longo para discutir aqui) creio que deveria ser repensada a legislação e forma de ensino no Brasil, para o bem da nação e de seus habitantes.

Pesquisei informações sobre você na internet e tanto aqui como na pesquisa nota-se seu profissionalismo e conhecimento, então aproveito para parabenizar o técnico Elcids e o Eng. pelo conhecimento e sua generosidade em compartilhar o mesmo, uma virtude que tanto você como outros colegas demostram aqui e que para mim é um lema, compartilhar é a melhor forma de aprender.

Grande abraço!

CK

Eu também concordo contigo em tudo o que escreveu.

Me formei da ETI Lauro Gomes em SBC e trabalhei 5 anos como técnico na ELEBRA, 2 anos na YOKOGAWA do Brasil e 5 anos na ITAUTEC antes de me formar em Processamento de Dados e recomeçar minha carreira na área de sistemas.

Adorava os MSX que ainda perdurou por muitos anos no Japão, sendo fabricada principalmente pela SONY. Gradiente também foi uma marca que sempre admirei e possuo aparelhos até hoje, principalmente os HA II.

Sempre tive muita paixão pela eletrônica, tanto que é o meu principal passa-tempo. Gostaria muito de me dedicar mais a ele mas meu sustento ainda é na área de sistemas.

Parabéns a todos!!!

  'Eiju

olá  Celso.

      É uma oportunidade para nós,  também te parabenizar pela carreira que vc trilhou.

      Basta olharmos para trás, e veremos que valeu a pena.  A área de Eletrônica é realmente incrível.

      E também sou apaixonado pelos MSXs.

      abrçs,

      Elcids

Olá Elcids!

   Concordo plenamente que deveria ser pré-requisito o curso técnico para ingresso no curso superior de engenharia da mesma área. Inclusive acho que o 2º grau técnico deveria mesmo ser de 4 anos, e não 3.

   Sobre isto, tenho a minha própria história:

   O curso "técnico" que fiz não foi aquele reconhecido oficialmente como 2º grau técnico, mas um curso "caça níqueis" de Rádio e Televisão!

   Ainda que fosse muito curioso e estivesse sempre lendo sobre o assunto, naquela época não havia internet e as informações eram muito escassas.

   Ao ingressar na Engenharia, até que fui razoavelmente bem nos 4 primeiros semestres, com disciplinas teóricas ( o papel aceita tudo ).

   Quando chegamos nas disciplinas de cunho prático, em que tínhamos aulas de laboratório e deveríamos

apresentar projetos funcionais, veja que absurdo, os projetos tinham que ser implementados e ainda funcionar :-), começaram os meus problemas...

   E, para piorar, tinha um colega que havia cursado o técnico em uma das escolas mais conceituadas do Estado. 

   Enquanto nós ( eu ) estávamos pensando em como começar o projeto, o dele já estava funcionando!

   E acrescento mais: Hoje, os cursos universitários também são avaliados pelo "nível" de seus docentes.

   Assim, quanto mais "doutores" o curso tiver entre seus docentes, melhor avaliado pelo MEC.

   Ocorre que estes  "doutores", na maioria das vezes, nunca pisaram em um chão de fábrica, nunca fizeram um projeto funcional, mas tem "papers" publicados em diversas revistas que ninguém lê.

   Como resultado disto, ocorrem fatos, como os narrados por um amigo que se formou em 2012: Em uma aula de laboratório, estavam previstos experimentos de chaveamento com transistores. Ao chegar ao laboratório, o professor informou candidamente que a aula teria de ser suspensa, pois não tinham sido providenciados os transistores do tipo NPN, só havia transistores do tipo PNP e ele não os sabia utilizar!

   Pode isto, Arnaldo?   :-)   Seria cômico, se não fosse trágico!

Abração!

Trágico!

Seu relato deve com certeza ir de encontro com toda uma geração de formandos, a Argentina pese a todas suas dificuldades politicas e sociais que sempre refletem na educação é claro, tem escolas publicas especificas para quem quer cursar Engenharia elétrica com ênfase em eletrônica ou engenharia civil, em Buenos Aires e seus cursos são de 4 anos, são elas Cornélio Saavedra, e Professor Calviño, o problema é a grande demanda e pouca oferta, mas sinceramente, os formados em mestre de obra, ou em técnico em eletrônica, equivalem a um formado em engenharia de muitas faculdades daqui do Brasil. Pena que a politica e os políticos estão se encarregando em destruir tudo isso por lá. O Brasil tem que dar um salto grande para melhorar isso aqui, só assim seremos a nação que almejamos.

Também faço minhas as suas palavras !

Eu fiz:

- Curso de eletrônica por correspondência (instituto radio técnico monitor), na verdade quem fez foi meu irmão mais velho, eu li boa parte, a parte que me interessou, especialmente (pulei a parte de válvulas) (Século passado...);

- Ganhei meu primeiro computador, um MSX-Hotbit, que fez toda diferença para a compreensão desse mundo todo moderno, aprendi com ele coisas que não se aprende em curso algum, depois comprei junto com meu irmão um PC-XT. Aprendi a programar (usava-se Basic, Pascal, Assembler, etc.). 

- Liceu de artes e ofícios - Técnico em eletrônica, que tirei de letra a parte da eletrônica por já ter visto no curso por correspondência;

- Engenharia (USJT), onde tb tirei de letra a parte de eletrônica pq já tinha visto (Não posso dizer o mesmo da parte de calculo...);

- Mestrado em Eletrônica (sistemas e dispositivos) (ITA-SJC).
Foi mto bom ter feito o técnico antes de tudo, não só pela compreensão, mas também por ter conseguido trabalhar na área.

Bom também buscar informações. Livros como os do Pierluigi Piazzi (MSX).

Essa de vc poder fazer o curso e ainda correr por fora buscando informações faz absolutamente toda a diferença. Algumas das mentes mais brilhantes (e ricas) chegaram a desistir dos cursos para buscar conhecimento só como autodidata. Mas isso é para poucos... 

Parabéns Eduardo, 

O tópico serve para conhecermos um pouco mais sobre cada um de nós.

Abs.

CK

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