19 de janeiro de 2016 - Microchip fabricante do Microcontroladores PIC anuncia a compra da Atmel fabricante dos Microcontroladores ATmega ( usados no Arduino) . O valor da empresa foi avaliado em 3,4 Bilhões de Dólares.

A transação foi aprovada pelos diretores da duas empresas, mas será concretizada apenas após o segundo quartil de 2016, pois esta sujeita a aprovação dos acionistas da Atmel e de alguns orgãos reguladores americanos. 

Quem é o melhor ? Quem vai sucumbir ? Só o tempo irá dizer. Espero que tenhamos muitos benefícios com esse mix de empresas. 

O que você acha ? 

http://www.microchip.com/pdf/MCHP_to_Acquire_Atmel.pdf

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Comentário de Eduardo castellani em 28 janeiro 2016 às 15:05

Admiro uma frase do ex-presidente Kennedy, em que ele diz:  Não pergunte o que o seu pais pode fazer por você, mas sim o que você poderá fazer pelo seu pais. 

AQUI, todos querem mamar nas tetas do governo, mas doar algo não.   Se quisermos um pais melhor, teremos que merece-lo, ajudando para que ele se torne um pais melhor, aqui no LDG, pode-se ajudar ao próximo, distribuindo conhecimentos sem julgamentos. " esse cara é preguiçoso e quer que eu lhe entregue tudo de bandeja. sim, tem esses, mas a maioria não sabe mesmo.

O que podemos fazer ( eu não pois sou fraco m conhecimentos de eletrônica e programação )  é ajudar mesmo, com conhecimento,poderemos fazer muito, o que vier a mente como ideias, que geram produtos, que geram empregos e progresso.

Comentário de Euclides Franco de Rezende em 28 janeiro 2016 às 14:46

Murta.

O que eu entendo por "transferência de tecnologia" é quando um país ou empresa abre mão de seus royalties ou faturamento ao transferir o que "sabe" para outro fazer.

Não acredito que a IBM estaria disposta a abrir mão de algo assim em benefício de outras instituições brasileiras.

Mesmo que assim fosse, a tecnologia "chegante" já estaria ultrapassada e sem nenhum lucro ou benefício aparente de retorno para quem estivesse recebendo-a.

O que o Brasil teria que "dar em troca" (vai ver é aí que os acordos não saem)? Para que isso fosse compensatório para a IBM ou EUA?

Pode ser que seja aí o entrave para que as coisas não andem.

Os caças brasileiros, por exemplo, segundo o que foi propalado na imprensa; terão transferência de tecnologia para o Brasil (provavelmente via Embraer ou empresas coligadas). Mas que tipo de tecnologia serão essas???

Como apertar os parafusos para segurar os motores fornecidos pelas empresas Inglesas, americanas ou outras (estas sim, não abrirão mão de como os motores são calculados, fabricados, desenvolvidos)???

Tecnologias básicas assim???

Pelo que sei, esses caças estavam em pesquisa e desenvolvimento lá no país de origem deles, e nós estamos "bancando" a continuação desse projeto (provavelmente estaria sendo abandonado por falta de investimentos) e o que teremos em troca disso??? Só os aviões??? Ou acesso a todos os desenhos, cálculos, testes, experiências, resultado dos vôos e por vai...

Ou isso está/fica guardado em algum "cofre" por aí?

E depois? Isso tudo só servirá para meia dúzia de empresas lucrarem sobre um custo que todo o povo brasileiro fez (nem que seja via BNDES)?

Euclides.

Comentário de Euclides Franco de Rezende em 28 janeiro 2016 às 14:30

Luiz Cláudio Vieira.

Pois é...é tudo o que falou, mais o que falei, mais aquilo que nós nem sabemos o que seja contra a nossa sociedade.

Meu pai me ensinou que o que fez os humanos evoluírem é uma coisa chamada "estomago". O cara teve que encaram matar um bicho para não morrer de fome, e desde então temos que matar...matar...matar...

Numa sociedade como a brasileira, ainda continuamos a "matar"...mas matamos o nosso futuro em troca de "presentinhos" que recebemos, e aí adaptamos os custos que nos cobram (do estrangeiro) e dentro do volume que é consumido, muda-se a "carga tributária" e os lucros e assim vai-se "levando"...

É uma pena, que os alunos sejam assim, eu percebo a mesma coisa, pois embora não tenha formação formal, eu tenho uma coisa que são poucos os alunos que já vi terem: coragem para fazer fumaça.

É lógico que não dá para viver só de experiência, e nem de teoria. Mas nós premiamos quem nunca fez (só estudou) em prejuízo de quem só fez experimentalmente (embora tenha dúvidas sobre o porque "deu certo"...). O Brasil precisa fazer esses "dois mundos" se encontrarem, porque senão, nunca teremos as pessoas certas para fazer este tipo de projeto (simplesmente produzir um sistema de purificação e produção de matéria prima, mais as máquinas necessárias para fazermos "só" transistores. Por exemplo, quiça um dia podermos produzir chips "vagabundos" como um 741, um 555 ou além...).

É necessário criar uma estrutura de pesquisas voltadas para o mérito e o desempenho, tipo: Se a equipe conseguir purificar o Silício até tantos "porcentos" todos ganharão R$ 1.000.000,00. Se conseguirem transformar essa "bolacha" em material base para produzir transistor,mais R$ 1.000.000,00. Se conseguirem fabricar uma máquina capaz de dopar este material e produzir transistores com "tal" qualidade R$ 1.000.000,00...se encapsularem...e por aí vai...iria ficar muito mais barato do que toda a corrupção que à anos estamos assistindo em troca de "futebol", música e dança de péssima qualidade.

Obrigado pela atenção. Sou maçante as vezes...

Euclides.

Comentário de Luiz Cláudio Vieira em 28 janeiro 2016 às 14:06

Caro Eduardo Castellani, infelizmente essa realidade é incontestável. Os empresários brasileiros preferem ter lucro certo produzindo o que eles conhecem do que investir ('desperdiçar', na visão deles) emk pesquisa e desenvolvimento.

Comentário de Luiz Cláudio Vieira em 28 janeiro 2016 às 14:00

Prezado Murta, obrigado pelas novas informações.

Tenho plena convicção de que os norteamericanos são o que são pelo mérito e pela competência. Imagine o inferno de mundo que teríamos se a hegemonia dos EUA estivesse nas mãos de outra nação? Com certeza não teremos como avaliar cientificamente tal possibilidade, mas não consigo imaginar ouro país fazendo melhor. Talvez uma Islândia, ou uma Noruega, mas sebe-se lá como ficariam as cabeças deles se tivessem o poder de destruir a humanidade algumas dezenas de vezes? O que fariam de verdade? Qeum não viu ainda, veja o filme "Brazil" (década de 80, se não me engano), com Robert De Niro (papel coadjuvante), e vai entender melhor o que eu quero dizer.

Só fico incomodado quando se tenta justificar a falta de crescimento de uns pelo crescimento excessivo de outros. Os EUA não têm culpa 'direta' se nós estamos 'encroados' e com um crescimento insignificante do campo da tecnologia, nós é que ficamos para trás como nação. Quanto aos investimentos dos órgãos governamentais, creio que muitos enter nós sabem que foram investidas quantias volumosas em projetos de desenvolvimento tecnológico há pelo menos três ou quatro décadas, mas sabemos também que a maior parte desse dinheiro foi destinada à construção de casarões, 'engorda' de contas no exterior, festanças, enfim, muito pouco foi verdadeiramente destinado ao propósito inicial.

Mas ainda sou otimista, acho que dá para mudar (não em pouco tempo), mas toda mudança tem que começar em algum momento, e no nosso caso, ela deve começar em um lugar muito específico: a metalidade do brasileiro. Se conseguirmos concluir essa etapa, o resto vai fácil.

Comentário de Eduardo castellani em 28 janeiro 2016 às 13:44

As vezes uma empresa compra a outra, para acabar com a concorrencia

Comentário de Eduardo castellani em 28 janeiro 2016 às 13:43

Luiz Cláudio Vieira 

Somos acomodados, e preguiçosos. e segunda matéria que li, os empresários brasileiros não arriscam nada, e ainda ficam mamando nas tetas do governo. 

Comentário de José Gustavo Abreu Murta em 28 janeiro 2016 às 13:34

Caro Luiz , me aposentei em dez 2015, após 36 anos e 7 meses de trabalho na IBM. 

Excelente empresa ! Muita correta e honesta. 

Uma das maiores pagadoras de ISS de Belo Horizonte. 

Se não fosse a tecnologia da IBM, várias empresas nem existiriam aqui no Brasil. 

Todos os grandes Bancos do Brasil usam tecnologia IBM. 

Todas as mega empresas do Brasil usam tecnologia IBM. 

Sou totalmente favorável a transferência de tecnologia vinda dos States. 

Mas o governo não dá subsídios para que isso ocorra. 

Comentário de Luiz Cláudio Vieira em 28 janeiro 2016 às 13:17

Boa tarde.

Sou engenheiro eletricista (Me. em 2003), tenho 54 anos de idade, leciono faz vinte anos em universidades e tenho outra percepção da realidade.

Países tecnologicamente desenvolvidos e quase totalmente independentes como Alemanha, Itália, França, entre outros, não têm problemas com a tecnologia dos EUA, que além de fornecer material elaborado e pronto para uso, oferece também uma enxurrada de novas frentes de trabalho. Quantos profissionais brasileiros estariam deempregados se a tecnologia americana não fosse comercializada no Brasil? Quantas frentes de trabalho sequer existiriam?

Creio que o verdadeiro foco de infestação do parque tecnológico brasielro seja a total falta de interesse de muitos estudantes e profissionais na criação do nosso próprio "knowhow'. Temos que parar de acreditar que a capacidade de utilização de tecnologia estrangeira é uma forma de egemonia tecnológica e de poder. Por exemplo, porque precisamos esperar a importação de equipamentos para produzir chips? Porque não formar profissioais para criar os equipamentos para produzir chips ao invés de simplesmente esperar pelas máquinas importadas? Porque não temos laboratórios de pesquisa de semicondutores e novos materiais? Sabemos as respostas mas simplesmente evitamos pensar nessas perguntas.

Eu acredito que não precisaríamos depender tanto da tecnologia importada se desenvolvêssemos a nossa tecnologia, mas onde estão os profisisonais que podem fazê-lo? Ninguém paga as contas com "Muito Obrigado" ou medalhas de olímpiada de conhecimento, mas ainda falta no Brasil a seriedade e a dedicação necessárias nos futuros profissionais para podermos desenvolver a nossa tecnologia e nos tornarmos independentes. Dou aulas sobre o uso e desenvolvimento de projetos com Arduino para alunos do curso de Sistemas de Informação há pelo menos quatro anos. Mais de 120 alunos já fizeram a disciplina, e sempre enfrento resistência quando vou explicar a estrutura interna do ATMEGA328 e os cálculos com componentes eletrônicos. Muitos alunos não querem saber o que é um registrador interno nem como funciona uma porta, muito menos quais são os cálculos para polarização de um transistor (ou da corrente coletor-emissor dada a corrente de base e o Hfe). Querem somente a "receitinha do bolo", ou seja, qual o valor do resistor (código de cores é, para a maioria, uma perda de tempo...) e como ligar no protoboard.

Com essa mentalidade, iremos depender eternamente de quem produz os chips, os transistores, os relés, os resistores, enfim, ainda queremos apitos. Alguns ainda acreditam que basta nos ensinarem como soprar e seremos superpoderosos. O resto é história.

Precisamos construir a tecnologia que garantirá o nosso futuro com nossos próprios tijolos, e não com a areia que nos faz fechar os olhos.

Comentário de Euclides Franco de Rezende em 28 janeiro 2016 às 11:39

Murta.

Quando em 1.98X, me lembro de quando o técnico abria os micros da época (reserva de mercado) tinha muito chip com "SID" escrito (aquelas letrinhas brancas...). Acredito que não se tratava exatamente de fabricação nacional, podia ser importado (existia um limite do que se podia importar na época) e aqui só era feito o encapsulamento...mas "fornão"mesmo...acredito que não.

Se ela fabricava, provavelmente era sob licença e então o "royaltie" comia solto, os gringos não deixavam de lucrar com o que era nosso.

Não, a pesquisa para desenvolver o 741, o 555 e outros que se seguiriam foi feita se não me engano na USP (ou em outra federal, quem conta é um amigo que estava mais próximo dessas coisas na época, meu negócio era "só" software), arrumaram um jeito de "fechar" tudo para ninguem saber.

A minha pergunta é: Até quando passaremos por essa vergonha? Existe "alguma coisa" nesse sentido, mas pelo que ví trata-se de um curso dado lá no sul do brasil e até onde sei é só "para os deuses da teoria" (aquele povo que estudou tanto, mas estudou tanto, que só o papel para eles já é o suficiente para não terem que trabalhar com essas coisas), aí depois do curso eles viram "chefões" em multinacionais ou vão para o exterior e nós que financiamos a "palhaçada" toda ficamos sem esses cérebros pra tirar o país da m....@ ou replicar, digamos assim; em ambientes menos "acadêmicos" (onde a teoria não vale nada e o que interessa sejam as soluções encontradas).

Posso estar errado, mas esse curso pode tambem "queimar etapas", e em vez de se criar chips reais, não passa de ensinar programação para CLPDs ou FPGAs (que são bacaninhas, tudo e tal...) mas muito longe de ser "Fabricação de Chips dedicados", que é o que interessaria para se poder baratear os custos e viabilizar o Brasil de ser independente nessa área. 

O Lula e a Dilma "enterraram" algo em torno de 500 bilhões de reais/dolares (faz diferença????...é tanto dinheiro que de qq. forma ninguem consegue contar tudo isso numa vida toda) em obras de Copa, Olimpíada e corrupções, será que com uma grana dessas não dava para fazer ou comprar pelo menos uma "maquininha" dessas que os gringos tem para fabricarmos chips??? Nem que seja para começar com portas "AND"?

Nós sabemos a resposta: Pão, Circo, Cachaça/cerveja, Funk e muita bunda rebolando pra "nos acalmar".(síndrome dos espelhinhos indígenas).

O Brasil é um sucesso, mas só em desperdícios, bandalheiras, corrupção, politicagem e tudo relacionado com um povo bandido e sem vergonha (acredite, lá do lado desses ratos, tem pessoas honestas que vem tudo isso acontecendo, mas morrem de medo de perderem a "boquinha" ou conhecerem pessoalmente o "Celso Daniel" e por isso ficam de "bico calado").

Porque o Obama chamou o Lula de "o cara"?...Oras!!! O Brasil salvou um monte de países da quebradeira total desde 2.008 pra cá (só não vê quem não quer...), uma prova: Aquele porto que construímos em Cuba, aquilo lá foi para os americanos usarem, agora mesmo. Está havendo uma "conversinha" para que o bloqueio a Cuba seja levantado para que os EUA possam usar o porto "alegremente", pois está "logo ali" na "boca" do canal do Panamá. O Brasil se tivesse dado o porto (como depois se constatará que foi "dado"), deveria ter no mínimo colocado uma cláusula de uso ou veto do porto através de nossa embaixadas, aí assim, ganharíamos os custos do porto via royalties que ganharíamos liberando e controlando o uso do porto para outros países. Os americanos tomarão conta e farão aquilo que nós somos incapazes de fazer: Ganhar dinheiro com nossos investimentos. Quanto custará a eles isso? Zero centavos de dólares...Lula é o "Cara" (quanto de saliva foi gasto nessa frase????).

Somos "burros" (me perdoem os equinos) demais para pensarmos estrategicamente, quando oportunidades desse tipo aparecem. A impressão que dá é que os "doutores" (lá em cima) são muito mais incompetentes do que personagens de uma "boca de fumo", daquelas bem "zuadas" nos morros mais baixos do Rio de Janeiro.

Pobre Brasil...e nós aqui, votando e rezando.

Me desculpe o "livro" e o desabafo.

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