Avião elétrico brasileiro faz vôo inaugural na Usina de Itaipu

http://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2015/06/aviao-eletric...

" A Itaipu Binacional fez na tarde desta terça-feira (23) o voo inaugural e a apresentação oficial de um avião elétrico tripulado. O voo foi no aeroporto de Itaipu, no lado paraguaio da usina, na cidade de Hernandarias, na fronteira com o Brasil. Segundo o diretor geral brasileiro da Itaipu, Jorge Miguel Samek, esse é o primeiro avião elétrico tripulado da América Latina.

O avião, modelo Sora-e, tem espaço para duas pessoas, sendo o piloto e um passageiro, e pode voar por uma hora e meia, com velocidade máxima de 340 km/h. A estrutura é feita de fibra de carbono e pesa cerca de 400 quilos, tem baterias de íon polímero de lítio que totalizam 400 volts e dois propulsores de 35 kw cada um.

De acordo com a Itaipu, o voo durou cerca de 15 minutos. "Estamos em uma alegria imensa, esse é o primeiro passo de uma grande caminhada. É um protótipo, mas todos se sentiram Santos Dumont, só que ao invés da Torre Eiffel tivemos a Usina de Itaipu com paisagem", destaca Samek. O voo foi tranquilo, mas no pouso houve um pequeno problema e o trem de pouso dianteiro acabou quebrando. Porém, nenhum problema maior foi detectado no avião. Em maio deste ano, foram feitas imagens de um voo do avião em São Paulo. Confira fotos do voo inaugural. "

Baterias de lítio íon polímero totalizam
400 vo
lts (Foto: Caio Vasques/ RPC)

Muito legal ! Gostei demais.

Parabéns para os desenvolvedores do projeto !

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Comentário de José Gustavo Abreu Murta em 4 julho 2015 às 10:07

Só corrigindo Euclides:

https://en.wikipedia.org/wiki/Brushless_DC_electric_motor

Motores com escovas são usados comercialmente desde 1886.

Mas motores SEM escovas ( o motor usado no avião elétrico) somente ficaram viáveis a partir de 1962 ! Sabia disso? 

O circuito de controle do motor é extremamente complexo, principalmente em grandes rotações. 

Tenho estudado esse tipo de motor BLDC:

http://labdegaragem.com/forum/topics/tutorial-arduino-esc-motor-sem...


São motores que usam materiais magnéticos especiais (grande magnetismo) e exigem processo de fabricação muito mais complexo que  simples motores CC.

Comentário de Euclides Franco de Rezende em 4 julho 2015 às 9:29

Sim, Flávio Henrique. Isso no aspecto técnico. Mas minha crítica é mais no aspecto "político/econômico"; ou seja: Na "nossa" incapacidade nacional de criar tudo, desde um motor (faz mais de 100 anos que o Faraday "nos ensinou" a fazer motor, se não "aprendemos" é porque somos burros mesmo. Faz mais de 200 anos que Volta "nos ensinou" a fazer baterias, faz mais de 30.000 anos que os homens das cavernas "nos ensinaram"...e "por aí vai"...nós precisamos "importar" essas coisas???!!!

Nosso país é uma vergonha! Temos ITA, USP, "institutos issos e aquilos"....à Kilos... e tudo o que sabemos fazer é manter uma "classe" de teóricos (que nasceram, viveram e "vão se reproduzir" dentro das universidades e institutos de pesquisas, sem nunca terem chegado perto da produção de um bem tecnológico qualquer, nossos "engenheiros" nunca fizeram uma "escova" para "escovar os dentes"...quiça criarem algo mais complexo, sem depender de nada comprado lá fora) e os que "saem da casca" são "levados" embora para engrossar as massas de mão de obra barata para o "vale do silício" e outras "paragens estrangeiras" (enquanto o capital "roubado" aqui vai engrossar os investimentos lá no exterior, Vide a "estrada" que liga a Suiça, passando por Mônaco e chegando na China...pergunta pros "Petroleros"...).

Grande parte dos investimentos que são feitos pelo Brasil se perdem na "exportação" dessa "inteligência" para trabalho no exterior.

Pra nós??? Sobra a compra "compulsória" de "smartphones", notebooks, quinquilharias de todo tipo importadas com mais de 60% de impostos advindos dessa mão de obra e investimentos "lá fora" (ou seja: É quase tudo nosso mesmo, mas para o lucro dos ladrões, em quem "votamos" para nos des-"governar").

Quem conheceu a reserva de mercado e hoje consegue olhar para trás e mensurar o quão perto nós chegamos de sermos tão bons quanto eles, e tem conhecimento disso, se sentem envergonhados e traídos por quem deveria cuidar do nosso povo.

Mas isso são coisas que nesta geração estamos "probidos" de dizer em público, só será possível (como hoje falamos das burradas do Don Pedro, do Getúlio e de tantos outros, quando ninguem nem se lembrar mais "quem são eles").

Ninguem fala mais do Fleury, mas ele foi quem "pôs a pá-de-cal" na Gurgel. Ninguem mais se lembra do Fernando Collor de Melo, mas foi ele quem "pôs a pá-de-cal" no projeto nacional de energia atômica...e por aí vai...são tantos e tão culpados por enterrar a tecnologia nacional que deveria haver uma "revisão histórica" de quem fez "lesa pátria" e seus bens familiares serem bloqueados para investimentos/ressarcimentos no/do país.

Este tipo de projeto (tem muito mais lá em Itaipú e em outros "institutos de pesquisas nacionais") são só mais uma forma de desvio e gastança com o dinheiro público. Um exemplo? Só "unzinho": http://meiobit.com/304579/elt-maior-telescopio-do-mundo-pode-ter-co...

Queremos "posar" de fod....ões e não cumprimos a nossa parte...é melhor sozinhos que fazer lambança, acompanhados.

Essas coisas, são só as "pontinhas do Iceberg". Mas tenho fé que depois dos "Mensalões", "Petrolões", "Usinões", e outras dúzias de "ões", vai chegar a vez dos "Pesquisões"...

Não é uma vergonha???

Comentário de José Gustavo Abreu Murta em 4 julho 2015 às 9:17

Flávio, creio que o circuito de controle do motor e todos os outros itens da aeronave tenham sido desenvolvidos pelo consórcio Brasil/Paraguai. 

O projeto não é só brasileiro.

A grande limitação dessa e de todas as outras aeronaves elétricas, ainda é a bateria, conforme o próprio piloto relata em um dos videos que anexei. 

Teremos que aguardar mais avanços nessa tecnologia.

Não podemos desmerecer o desenvolvimento brasileiro. 

Imagino que a complexidade tenha sido muito grande, apesar de usar motores, hélices e baterias importadas.

Comentário de Flavio Henrique em 4 julho 2015 às 6:33

Acredito que o Euclides fez menção ao fato de que tudo passa pela entidade técnica reguladora da aeronáutica brasileira que foca em São Jose dos Campos, o fato da aeronave ter uma autonomia tao pequena 200KM e apenas uma hora de voo, seria algo como ir do aeroporto de Búzios até a capital carioca aproveitando corrente de ar porque se tiver vento contra mal chega a São Gonçalo, o aparelho ainda usará dois motores estrangeiros assim como enlices e baterias, só a estrutura e aviônica será nacional, no fim o projeto ficou no nível de um fusquinha com uma garrava de 60mL no lugar do tanque de combustível.

Para valer mais a pena para o país ele teria de servir mais do que apenas para treinamento, ele teria de alcançar maior distancia e até suportar mais peso, mesmo que ele seja um mero ultraleve com estrutura fechada, a autonomia de voo é pequena demais.

Comentário de José Gustavo Abreu Murta em 2 julho 2015 às 15:43

Euclides, não entedi a sua colocação.

Comentário de Euclides Franco de Rezende em 2 julho 2015 às 15:15

ESQUEÇAM!!! Já não é mais nosso...

http://servicos.sjc.sp.gov.br/servicos/saojosehoje/Imagens/EdicaoFo..." alt="Avião elétrico tripulado produzido pela ACS Aviation" title="Foto: Alexandre Marchetti / Itaipu Binacional" border="0" class="CToWUd a6T"/>
 

GOSTAMOS DE AVIÕES


Não poderia ser diferente. Em se tratando de aviões a questão tem que passar por São José dos Campos.
É o caso do avião elétrico tripulado produzido aqui pela ACS Aviation.
A aeronave fez seu primeiro voo dia 23 passado, no aeroporto de Itaipu, na parte paraguaia da usina.
De acordo com a Itaipu Binacional, parceira da empresa joseense no projeto, a aeronave
Sora-e é a primeira elétrica tripulada da América Latina.
O projeto começou em 2011. Ainda em fase de testes, o Sora-e vai pesar 650 quilos e tem autonomia
de uma hora de voo –o equivalente a 200 km, com velocidade máxima de 340 km/h.
O modelo vai carregar um motor elétrico duplo, fabricado na Eslovênia, com potência máxima de 140 kW
e as baterias e hélice são dos Estados Unidos.
Toda a estrutura vai ser feita em fibra de carbono.

Eita!!! Paisinho sem vergonha..."Fez de novo"...

Comentário de Flavio Henrique em 2 julho 2015 às 13:17

Sou a favor da nossa indústria fundear, em parceria com o governo quando possível, a pesquisa, mas já sei de aeroplanos elétricos a algum tempo por isso meu pé atras com esse projeto brasileiro, se chegar ao estágio comercial custando algo dentro da realidade brasileira e e claro, com o suporte da ANAC, então farei questão de compartilhar para todos, do contrário será como os carros movidos a água, funcional, mas impraticável porque o governo manda prender quem construir ou montar cobrando, a coisa tem de ser completamente feita de graça senão a agencia de combustíveis manda prender.

Comentário de wilson domingos machado em 2 julho 2015 às 9:33

Devemos valorizar nossos gênios,como Santos  Dumont entre outros,o Povo Brasileiro Precisa Aprender contornar as dificuldade se valorizar mais,moramos num País de Oportunidade e de pessoas super inteligente.

 

Comentário de Flavio Henrique em 2 julho 2015 às 8:43

nem fui longe pra ver algo semelhante só que com mais pompa e com chances promissoras já que foi "construído em país sério".

https://www.youtube.com/watch?v=qRNrCoqx9p4

Mas vejamos a que ponto a coisa chega no nosso projeto pois eu adoraria poder comprar um aparelho assim para levar de carreta até um aeroporto particular aqui perto e de lá partir pra alguma cidade no interior e pousar "na BR" e largar carregando em algum posto de combustível, pagando uma grana para o dono me ceder uma tomada que aguente o carregador, é claro.

Comentário de Euclides Franco de Rezende em 1 julho 2015 às 16:51

Agora a gente documenta tudo, põe dentro de um pacote e vende para os americanos por R$ 10,00... Como tantas outras pesquisas (açucar que não engorda, etc...) que depois de anos e anos (de investimentos de agências brasileiras) foram "devidamente transferidas" as patentes para o estrangeiro.

Isso quando toda a equipe não seja "vendida" para outras empresas e desbaratada para que não possam se reunir e continuar a pesquisa sobre outras "paredes e telhados".

Eita!!!! "paisinho" safado...

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