Opção de monitoramento de cerca rural, Arames que quebram

Bom Dia caros colegas,

Trabalho com tecnologia de informação a dez anos, e por meio de colegas pecuaristas me surgiu a ideia de montar um projeto que tem por finalidade controlar cercas de suas propriedade, por exemplo; no caso de um fio da cerca se romper, o sistema identifica onde fica localizado a ruptora do cabo por meio de comunicação WiFi. Lembrando que seria necessário o uso energia solar. Auguem interessado em compartilhar ideia ou conhecimento sobre produtos já existentes? Grato!

Exibições: 1516

Responder esta

Respostas a este tópico

Adevaldo, bom dia.

O assunto é interessante. Existe esta demanda no mercado ?

Acredito que WiFi é inviável devido às grandes distâncias envolvidas e às irregularidades do terreno. Talvez poderíamos pensar em algo via GPRS. O sistema teria alguns concentradores que enviariam sinais via rádio para um ponto de transmissão via GPRS.

Conte comigo !!!

Um abraço.

Bernardo, Bom dia.

Sim Amigo, Existe esta demanda no mercado! tenho conhecimento de vários pecuaristas interessados no estado do Pará desposto a financiar a ideia, pois com a antecipação do conhecimento de onde existe uma ruptura da cerca gera uma dinâmica no trabalho local (na propriedade) beneficiando o proprietário, diminuindo gastos com tratores e trabalhadores para localizar o defeito, penso que se possível integrar este 'sistema de monitoramento' ao sistema de controle financeiro local. Via GPRS é interessante pois não tenho muito conhecimento, irei estudar isto, Conto cm vc! Obrigado! 

Oi Adevaldo, bom dia.
Acho que a idéia e muito boa.

Pela sua descrição, me pareceu que as cercas são de grandes extensões, e para que
desta forma se identifique o local onde rompeu a cerca pode utilizar a tecnologia
TDR (Time-domain reflectometer).

http://en.wikipedia.org/wiki/Time-domain_reflectometer

Instala-se um par de fios par trançado em toda extensão da rede, e o TDR mede o comprimento do fio.
Uma vez que ele for interrompido, o TDR mudará a medida.

O TDR ficaria instalado no ponto inicial, que acredito seja perto de uma casa ou algo similar.

Não sei se o custo de um TDR para uma extensão muito grande justifica o beneficio.

Rui

Ola Rui, Boa tarde.

Interessante sua alternativa, confesso que desconhecia  a tecnologia TDR ate você me falar a respeito

muito bom o Sr. me lembrar sobre o custo que o projeto pode me trazer, pois preciso fazer o menor investimento possível de inicio, a pesar da demanda, o receio de investir alto é inevitável,

Vou ler sobre este assunto agora mesmo. 

Gradeço a  ajuda!

existem 2 tipos de cerca que pecuaristas usam:

* a cerca convencional, onde são usados por volta de 4 a 6 arames lisos ou farpados. Geralmente são usadas em propriedades com criações extensivas

* a cerca elétrica, onde são usados por volta de 2 a 3 arames lisos eletrificados (com possibilidade de não eletrificar o arame inferior na intenção de fechar o circuito elétrico quando o animal encostar num arame eletrificado e no outro sem eletricidade). Geralmente são usadas em propriedades pequenas e/ou com criações intensivas (pastejo rotacionado, por exemplo)

Quando a cerca é elétrica, existe equipamento portátil (do tamanho de um multímetro digital, aproximadamente) que delata a direção onde está ocorrendo fuga (direita ou esquerda). Testando vários pontos, vc acaba chegando até o local exato, sem muita procura. A empresa SPEEDRITE possui esse equipamento.

Cercas elétricas em grandes extensões rurais exige muito trabalho de manutenção, pois é necessário fazer limpeza ao redor da cerca para que não haja capim encostando, senão ocorre fuga de corrente e o sistema começa perder eficiência (menos choque = animais sem medo = fuga de animais). Portanto, apesar do menor custo de implantação da cerca elétrica, o trabalho de manutenção é grande, o que desestimula seu uso em grandes extensões rurais ou em propriedades com escassez de mão de obra.

Quanto à cerca convencional: a construção de cercas convencionais é feita usando-se além dos fios, os mourões e balancins. Mourões são enfincados ao chão, permanecendo a médias distâncias um dos outros. Balancins não são enfincados na terra e são usados para manter a equidistância entre os fios no espaço existente  entre mourões.

Como é dotado de 4 a 6 linhas de arames (as vezes mais, as vezes menos, não há uma regra fixa), sua eficiência é 100% somente quando o animal não consegue ultrapassar todos os arames. O que quero dizer com isso: não adianta colocar uma única linha de arame para detectar ruptura, porque pode ocorrer desse arame não ser rompido e mesmo assim ocorrer fuga de animais.

Por exemplo, pode ocorrer dos mourões quebrarem e o conjunto todo de arames "deitar" junto com os mourões (sem ruptura de arames), permitindo aos animais fugirem apesar de não haver ruptura nem mesmo do fio "delator".

Ainda, pode ocorrer de alguns arames arrebentarem (os de cima e/ou os de baixo). Se arrebentarem os de cima, alguns animais conseguirão pular por cima. Se arrebentarem os de baixo, alguns passarão por baixo. Assim sendo, se for usado algum fio "delator", esse fio poderia muito bem continuar íntegro, apesar dos animais conseguirem fugir.

Precisa entender que uma cerca convencional só é eficiente se todos os arames estiverem íntegros e os mourões/balancins também.

Enfim: a realidade é que não há como detectar fuga de animais automaticamente. Sempre haverá um cenário onde o sistema automático não irá atender. Fazendas profissionais destinam funcionários com motocicleta para percorrerem toda extensão das cercas a cada período (diariamente, semanalmente, quinzenalmente, etc) a fim de detectar pontos de possíveis fuga de animais.

Não vejo viabilidade de usar tecnologia nesse sentido. GPRS exige sinal de telefonia celular. Se no estado de São Paulo encontramos dificuldades em algumas zonas rurais, imagine no Pará, onde as extensões de terra são bem maiores e a infraestrutura tecnológica é mais precária!

Ainda não foi citado aqui, mas esqueçam também (se porventura alguém sugerir isso) a possibilidade de monitorar a ruptura de um ou mais fios de arame que compõem a cerca. Isso porque é de praxe não usar grandes extensões de fios contínuos, pois quando há tempestade os animais têm o hábito de se aglomerarem perto da cerca. Se por acaso algum raio cair numa cerca, fios compridos conduzirão o choque e matarão os animais. Então usa-se a técnica de não manter fios compridos para reduzir o risco de um raio que cai longe matar animais por causa da condução do choque. Em outras palavras: os fios são isolados a cada X metros, o que dificulta a idéia de monitorar ruptura dos fios. Cerca elétrica contra invasão de propriedade sim vc consegue detectar ruptura, pois é um único fio que vai e volta para formar as várias linhas da barreira. O fio que inicia o circuito é o mesque que finaliza, então a detecção de ruptura é fácil. Mas cerca de gado é diferente. As várias linhas de arame são independentes, justamente para impedir que a ruptura de um único fio não afrouxe os demais fios.

Pela minha experiência, boas cercas são aquelas em que o pecuarista não tenta economizar (usando por exemplo arames finos, menos fios de arame, mourões finos, menos balancins).

Mourões bem dimensionados e dispostos em distâncias-limite recomendadas, arames na bitola correta, linhas de arame na quantidade correta e balancins espaçados na distância recomendada são o primeiro passo pra ter confiabilidade na cerca. Fazendo assim, as chances dos animais conseguirem arrebentar a cerca é pequena. 

Mas mesmo assim, continua havendo chance de algum incêncio destruir mourões, ou invasores sem-terra cortarem os fios da cerca... contra isso não tem como se proteger

Não é querer jogar água fria no projeto não, mas vcs estão se aventurando num ramo em que há particularidades que nem todo mundo tem noção como funciona.

Boa tarde a todos !

Concordo 100% com o colega acima, porém ainda quero pensar um pouco sobre o assunto.

Caro Adevaldo, vamos deixar esse post ativo mais um tempo. Acho que vale a pena discutirmos mais sobre o assunto.

Abraços a todos

Bernardo

Tenho uma ideia que não sei se e possível mas parece-me assim a uma primeira analise que sim, se tivermos alguma "coisa" a injectar um sinal periodico num fio, ao fazermos isto periodicamente se este sinal não retornar sabemos onde estará a rotura, so temos de ter algo que poderá ser um arduino a registar a informação recebida, como cada sinal tem uma localização especifica não vejo pq não funcionar... e mais uma ideia...

 Boa Tarde Pedro,

Ótima ideia! Pensei na opção do Arduido também, pois não sei como codificar ainda, estou trabalhando nisso, aceito ajuda se tiver experiencia no assunto, a questão da tecnologia GPRS logicamente trabalha com sinal GSM e outros, é o caso de rede de celular de alguma operadora como Hugo sitou, mas creio que,  se eu tiver um servidor local(na propriedade) e uma antena com placa solar e baterias, posso alcançar uma área bem ampla de sinal conforme  a amplificação dos equipamos de inicio, Muito obrigado pela atenção!

Ola Hugo Boa tarde,

Estou de acordo, pois eu já tinha ciência de todo os prolemas e manutenção periódica que uma cerca pode gerar, porem vejo que vc tem muito conhecimento no assunto,  o objetivo do projeto é criar um sistema inteligente com sinal de quais quer padrão para podermos identificar uma ruptura no cabo (seja de qual quer quantia de arame), não que necessariamente a cerca seja energizada. com tempo desvendamos, por isso estamos aqui.

Agradeço a Atenção!

Amigos, é inviável injetar sinal e tentar ler o retorno. São muitos lances de fios de arame independentes um do outro.

Cada fio é independente, eles não são interligados no esquema zigue-zague como cercas elétricas residenciais. O fio próximo ao chão não é interligado ao fio acima dele, e nem a nenhum outro. Esse fio de arame inicia num determinado ponto e termina tipo uns 100-200m depois. Aí isola-se aquele ponto (cortando e prendendo,  ou colocando-se uma castanha isoladora), para reduzir o risco de um raio cair e transmitir o choque adiante através da cerca.

Os fios de arame não são colocados em zigue zague porque não se deseja que algum trecho rompido comprometa os demais fios.

Sabendo-se desses fatos, como vcs esperam injetar um sinal num fio de arame e receber o retorno? Vão fazer isso em cada trecho de arame? São cercas de fazenda, meus amigos. Não é igual a um perímetro de residência!!!! Não é um quarteirão. Não é uma chácara. Estamos falando de fazendas.

Conheço fazendas que de um extremo até o outro têm mais de 50km!!!! Uma fazenda não cerca apenas seu perímetro territorial. Geralmente há subdivisões de pastos no interior da fazenda.

Então, imaginando que uma fazenda tenha cercas em seu perímetro e também subdivisões de pastos, é comum encontrarmos fazendas com 200km 500km , 2000km de cerca!!! E ainda existe o agravante de ter que multiplicar essa kilometragem por 5 vezes caso as cercas sejam de 5 fios, ou multiplicar por 6 caso as cercas sejam de 6 fios. Fora isso, como eu já disse, os fios não são contínuos, fazendo a multiplicação se elevar ainda mais.

Essa demanda foi levantada por algum pecuarista porque é realmente trabalhoso averiguar rupturas de cerca, pois as dimensões da fazenda são enorme. Se fosse um sítio pequeno, era fácil checar visualmente a qualquer momento e não haveria a necessidade de tentar automatizar. Então, já que estamos falando de um cenário realmente enorme, com algumas dezenas de kilometros, será preciso ainda lidar com o problema da transmissão dos dados porventura coletados

Boa tarde. 

Se você ligar a certa em fonte de tensão, não dará certo mesmo conforme indicado por alguns amigos do LdG. Creio que uma fonte de corrente resolverá seu problema, pois a corrente passará por todo circuito da certa. Tem que testar. Caso funcione, coloquei isto em um resistor com entrada em um Xbee. Pronto! Assim, você tem o acesso a distância > 10Km ponto a ponto, sendo que se fizer rede pode alcançar distâncias "infinitas".

Abraços.

Tenho que falar nesse post, pois o assunto me interessa.

Na minha chácara tenho vivido algumas coisas na prática e tudo que foi falado aqui é verdade.

Chamo atenção para o risco de raios no arame, realmente é triste ver a morte dos animais por esse descuido.

Mas também tiveram idéias que compensam um teste. Tenho GPRS com rede RS485 local. Minha cerca elétrica é um reforço em alguns lugares e em outros subdivisão do pasto.

Estou aqui para contribuir com testes e ideias.

RSS

Destaques

Registre-se no
Lab de Garagem
Clicando aqui

Convide um
amigo para fazer
parte

curso gratis de arduino

© 2019   Criado por Marcelo Rodrigues.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço