[DISCUSSÃO] Você já tinha ouvido falar em Arduino Industrial ( PLC ARDUINO ) ?

Aê galera, Como se sabe o google coloca cookies em nossas maquinas pra saber das nossas preferencias, hoje quando entrei em um site de esportes, tava a propaganda lá: PLC INDUSTRIAL BASEADO EM ARDUINO. Queria saber a opinião de vocês.

   Vejam ele   ********* AQUI ***********

Isso aqui embaixo são arduinos???????????    achei o lance da hora,  quebra uma barreira enorme, pois tudo que é engenheiro que conheço, desdenha do Arduino, pois possuem conhecimento somente em PLC baseado em LADER,   agora se esse negocio aqui for bom mesmo, vai ser uma revolução, vai ser a união de dois mundos,  pois tem muita coisa dentro do mundo arduino que dá pra ser levado ao mundo industrial, mas da forma como a temos não entra.

O que acharam ?

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O engenheiros não aprovam o uso do Arduino em aplicações profissionais porque, inicialmente, ele foi concebido para prototipagem de modo que qualquer pessoa, sem muitos conhecimentos de eletrônica, pudesse usá-lo, inclusive artistas plásticos (que trabalharam no projeto inicial).

Isso realmente é verdade, devido às limitações da plataforma Arduino.

No entanto, com o passar do tempo, essa realidade mudou e o Arduino evoluiu e, devido ao seu baixo custo, o seu uso tem aumentado.

A tendência, com a onda de IoT é evoluir ainda mais. Os dispositivos atuais agora devem possuir um baixo consumo de energia e acesso à Internet e bluetooth. Vejam o novo Raspberry Pi 3 que o amigo Murta postou no Fórum...

Pô Rafael,

   

     Muito lúcida sua forma de ver as coisas,  gostei.

     Eu fiz recentemente um curso de CLP e supervisorio Elipse Scada,  como foi meio a toque de caixa deu pra ter uma ideia da coisa.

     Eu tive a mesma sensação de limitação de lógica utilizando o Ladder, apesar de ser informado que você pode programar tambem utilizando codigo, mas...

     A diferença que vejo entre o controllino e esses PLC Arduino, é que na pagina do controllino só tem ele, já no PLC Arduino se vêem modulos PLC equivalentes as shields com funções, como ethernet, comunicação i2c,  modulos IHM, e por ai vai.

    Bem, como dito, o grande problema do arduino entrar no chão de fabrica, é ao meu ver os profissionais mesmo, ou seja, você tem caras que foram treinados de uma forma, e eles só sabem desse jeito, dai tentar mudar isso é dificil, por isso eles desdenham do que não for o que eles sabem.

Ao Jose augusto,

    Cara, tô com tigo,  realmente, o arduino evoluiu muito,  as pessoas precisam acordar e entender que arduino, """NÃO É""" o arduino Uno,  é tambem...  mas não somente.

    O arduino Uno é uma das placas e prototipagem, que devido aos seus conectores e já vim imbutido nele um comunicador USB serial,  facilita muito seu uso,   mas arduino não é só isso.

    Tenho alguns projetos onde somente esta presente o software arduino,  até o atmega328 não esta lá(usei attiny),  ou seja, a flexibilidade é enorme.

     Ou seja nas placas que criei o foco era especifico,  dai me pergunto realmente:  Porque não um PLC ARDUINO, controlando uma planta industrial ?

     Temos programação estruturada(veja meu tutorial sobre isso ********* AQUI ****** ) , temos um nível de suporte enorme.

     Enfim,   na minha visão devido a questões como CUSTO, uma hora ou outra a coisa vai começar a pegar, e como se trata de algo Open source, nada impede de outras empresas entrarem no jogo.

     Torço pra ver a coisa vingar logo.

É lindo ! 

Como mostrado na capa desse livro:

Que não fala isso, mas deixa claro, entende como descrição de circuitos por desenho algo como "era pré-escrita".

A natural evolução seria a criação de codigos com linguagens e não desenho.

(embora o livro trate de descrição de circuitos, vale a comparação).

E, claro, nada impede de vc programar em ladder.

Ainda, o Arduino começou com um microcontrolador de 8 bits bom mas limitado mas hoje... A ide 1.6.7 compila Intel, Arm Cortex, etc, etc. 

Olá,

Trabalho na industria com CLPs de várias marcas (SIEMENS, ROCKWELL, ALTUS, WEG, SCHNEIDER, ABB, entre outros) e também já desenvolvi vários projetos e produtos com microcontroladores (PIC, 8051, AVR (arduino)), e posso dizer que o diferencial de um clp industrial (de marca) são dois:

1 - Hardware projetado e testado para atender as piores condições da industria. As placas são bem projetadas, de forma a se minimizar os problemas de interferência EMI, surtos elétricos, resistência a choques e vibrações mecânicas,  corrosão por agentes ambientais, entre outros.

2 - Software de desenvolvimento capaz de monitorar a aplicação durante o funcionamento da aplicação (RUNTIME). Isto é fundamental durante o processo de desenvolvimento, startup e principalmente durante a manutenção do sistema. Hoje os clps novos tem mais de uma linguagem de programação, todos tem o ladder básico, e a maioria tem alguma linguagem estruturada as vezes algo como um assembly (S7-STL no Siemens), ou um Pascal (S7-SCL) ou ainda por lógica de blocos gráficos (S7-GRAPH ou S7-CFC). 

Alguns dos CLPs de baixo custo (entenda-se com microcontroladores PIC, AVR, etc) até podem ter um projeto de hardware bem feitos, mas ainda são raros, a maioria não passa de placas peladas e muito mal acabadas. No quesito software, ele perdem de lavada pro aplicativos de grandes fabricantes, principalmente quando se precisa monitorar a aplicação e encontrar um problema com a planta já em funcionamento, vai tentar fazer isso com a ide do arduino onde terá que contar apenas com o monitor serial. É lógico que existem alguns programas para microcontroladores onde é possível programar em ladder e até monitorar o programa em runtime, mas são bastante limitados em relação aos recursos disponíveis.

O fator redes de campo e comunicação também cada vez mais pesam neste assunto, mas o IoT está mudando isso, pelo menos em algumas aplicações.

Se olharmos pro mercado de embarcados (veículos, aparelhos dométicos, pequenas máquinas, gadgets e aparelhos construídos em massa) vemos que os pequenos microcontroladores são imbatíveis pois o quesito custo é o principal.

Mas pra aplicações maiores como grandes parques industriais ou em situações de risco ou quando uma parada pode significar grandes prejuízos (usinas, indústrias e fábricas)  os empresários e governos normalmente preferem comprar sistemas de automação de grandes fabricantes, não arriscam (ainda) que uma planta de 10 milhões de dólares fique parada por conta de uma automação de menos de 100 mil.

Da mesma como o dono de uma fabriquinha de sacos plásticos ou o dono de uma fábrica de beneficiamento de mandioca dificilmente poderá investir em uma automação com clp  de marca que custará mais que as máquinas de produção, estes seriam os casos  de candidatos aos clps de baixo custo e muitas vezes estes empresários relutam em investir em automação, mesmo a que consideramos de baixo custo.

Enfim não adianta usar um canhão pra matar uma mosca, assim como não dá pra matar um elefante com um estilingue. É uma questão de ver qual a melhor solução para cada problema.

Abraço a todos.

Wiechert, muito sensato o seu depoimento. Você tem razão. Na situação atual não dá para generalizar.

Mas num futuro próximo, talvez.

O celular de hoje tem mais poder de processamento que um Microcomputador de 5 anos atrás.

Concordo plenamente, mas enfoco meus elogios à evolução.

Monitorar basicamente é software, uma vez que vc já tem o cartão ethernet/wifi. Se ele não existe hoje, é questão de tempo.

Qualidade industrial basicamente é capricho, escolha de materiais, uso de opcionais que aumentam a qualidade do produto que certamente foram agregados ao longo do tempo (evolução) nos CLPs, as soluções arduino não tiveram ainda esse tempo nem o dinheiro para amadurecer isso.

A curva de evolução da solução arduino, especialmente incluindo os Arms, IOT, etc é incomparável. Não vejo nada mais evoluindo tanto (celulares, PCs, MACs, windows, carros, medicina, clp, etc, tudo é mais do mesmo).

Pode não ser realmente uma boa solução quando o custo de um produto "primeira linha" fica desprezível no todo do investimento, mas vai ajudar muita gente a entrar nesse mundo pelas bordas. Vai abalar esse mundo, comparações existirão e lucros abusivos terão que ser repensados.

Na verdade acredito que o espaço para os "primeira linha" sempre existirá por pelo menos 3 motivos:

- Alimenta uma cadeia produtiva sedenta por projetos caros (soma de tecnologia e oportunismo);

- O nome do fabricante está em jogo, ele faz de tudo para que nada abale seu nome, garantindo a qualidade;

- O suporte. Parte do valor pago mantém uma equipe disposta a ajudar ativamente, objetivando preservar a integridade do seu projeto. Essa equipe faz a diferença quando o custo não é o problema.

Oi pessoal, boa tarde.

Sem entrar no mérito (puxa parece politico kkk), quero apresentar a minha experiencia de vida por estes

53 anos em eletrônica e informática, vendo evoluções em cima de evoluções.

Comecei com eletrônica como hobby em 1963, e em 1967 fui trabalhar em uma fábrica de válvulas.

Conheci válvulas à fundo. O transistor já estava tomando espaço.

Os engenheiros destas fabrica (RCA) diziam: " Este tal de transistor nunca substituirá totalmente ás válvulas,

só será usado em aplicações simples, pois não é muito estável e seguro".

Em 1969, saí e fui procurar novos desafios.

Alguns anos depois, esta fábrica foi fechada e subsistida por uma fábrica de transistor da Philco.

Em poucos anos, o transistor se popularizou e ocupou 95% do espaço das válvulas.

Neste ínterim havia começado outra corrente, os CIs, mas à este foi dado mais crédito.

Entrei em uma empresa em 1969, e fiquei lá até 1972, onde já nós já usávamos muito os

CIs TTL em projetos de controle industrial, mas sem um protocolo definido como os que tem hoje as

automações industriais.

Em 1972 entrei para a área de hardware da IBM, onde fiquei até 1992.

Por volta de 1981, a IBM lançou o seu primeiro PC. model IBM 5150.

Pelo que circulava entre os papos, este PC tinha sido lançado com um único objetivo:

  "Acabar com a Apple",  que estava tomando um pouco de espaço,

mas que estes ucomputadores não eram nada preocupantes, pois não tinha futuro e era apenas 

um modismo. Não eram maquinas confiáveis, não tinha "Check"em todos cálculos e buses".

"Obs

   Os Main Frames daquela época tinha tantos circuitos de check que as vezes eles representavam

   mais circuitos do que os circuito funcionais propriamente dito.

   Caba byte que saia de um lugar para outro carregava um bit de paridade ou então um CRC, um LRC,

   ou ainda double bit check, etc..

Como estes main frames eram altamente seguros, não seria importunados pelos ucompudadores, que na

realidade era nada mais de brinquedo de jovens.. Ah estes jovens.!!!!!

O erro de avaliação da IBM foi tão grande, que é ela só não quebrou porque era muito grande e tinha

muita "bala no cinturão", mas foi um "baque tão grande, que ela que tinha só no Brasil, mais de 20 prédios próprios 

e filias em quase todos estado, foi tremendamente reduzida, e hoje tenta ainda recuperar deste equivoco.

Claro uma coisa é rodar o Online de uma grande banco, necessita um grande main frame,

ou controlar o processo de uma grande refinaria, necessita de um CLP com todas proteções de

hardware e software.

Mas gerenciar um escritório de contabilidade, ou controlar uma pequena fabrica onde não se tem ambiente

controlado, podemos ser inovadores.

 

Vejo o arduino com uma evolução, onde "Jovens" tem oportunidade de mostrar todo o seu potencial e 

de uma maneira com custo financeiro muito acessível.

Portanto Não podemos desdenhar este "ucrinhos", seja PIC, Atmega, e outros.

Olha-se o passado e pensa no futuro.

Claro que é somente a minha opinião.

Rui

Rui, legal o seu depoimento. Pela sua foto, nem parece que você tem toda essa experiência (RsRs).

Realmente não podemos subestimar esse bichinho chamado de Arduino e companhia.

Há um tempo atrás, os especialistas em informática desprezavam o sistema operacional Linux (variação do Unix), dizendo que era coisa de estudante.

Hoje o Linux está presente:

- Nos celulares Android que são os mais vendidos em todo o mundo

- Nos servidores WEB que são considerados os mais seguros

- Em vários sistemas embarcados e super clusters por aí...

Galera,

     QUE DEBATE MARAVILHOSO E DE ALTO NÍVEL !!!!!    só tenho a agradecer a vocês por me dar um pouco dessa visão maravilhosa desse mundo da tecnologia que vocês tem.  OBRIGADO MESMO.

     Bem, quando alguem com a experiência de um Rui, Marcondes ou de um Wiechert falam eu me calo, escuto e aprendo.

     Bem,  como todos estão baseando seus pontos de vista, em suas historias de vida, vou tentar colocar o meu.

    Sempre tive a ideia de dividir meu aprendizado em Exatas e Humanas, dai por isso que a primeira universidade que comecei era pra ser educação fisica,  mas vim logo depois a fazer 3,5 anos de filosofia, ao qual larguei pra me formar em eletrônica na ETFSE.

      Devido a essa formação humano/tecnologica, é que parafraseando o Socrates(o filosofo, não o do corinthians kkk)  Quando nos referimos ao Ser humano ou a algo que envolva o ser humano,  SÓ SEI QUE NADA SEI.

   Realmente não da pra profetizar o amanhã,  o que temos hoje é como colocou brilhantemente o Wiechet,são engenheiros que são os verdadeiros responsáveis pela implantação de novas tecnologias nas industrias, mas que porem esses estão acostumados a determinados padrões, e duvido que estejam prontos a mudarem o que esta funcionando.

   Não sei se amanhã a coisa vai mudar, não sei se amanhã vem alguma nova onda de alguma coisa,  só sei que quando se refere a industria a palavra de ordem,  LUCRO esta acima de qualquer outra.

    Pra mim foi uma surpresa ver um PLC Arduino, até porque eu tinha a ideia completamente formada que o Arduino não é para esse fim,   mas como sempre o mundo me mostra que se eu quiser ter certezas absolutas eu largue a eletrônica e entre numa igreja e vire um fanatico.

    Sempre vi o Arduino como a ponta da coisa, não como o processador central de nada grande.

    Mas a cada dia descubro coisas nesse mundo do arduino que não existiam antes que me deixa feliz por poder estar sempre aprendendo,  como disse o marcondes, a linha de evolução dos produtos DIY tem evoluido de um jeito impressionante.

   Hoje encontramos coisas que até 6 meses atras nem se sonhava, por exemplo, acabei de encontrar o sensor de medir ultrasonico completamente impermeável,  é um lançamento, coisa que a tempos se pede, agora é oficial.

    Telas touch para fabricação de IHM que antes eram inacessíveis, agora conseguimos com facilidade, e inclusive o software para elas tambem tem evoluido.

   

    Sinceramente, a microsoft já apontou interesse de se unir ao projeto arduino, assim como várias outras empresas,  o que me leva a uma certeza cada vez mais absolutas que..." eu só sei que não faço a menor ideia do que vai acontecer amanha..."

Para botar mais lenha na fogueira:

A Microchip esta comprando a Atmel. Só esta faltando a aprovação de vários setores administrativos.

Penso que a Microchip brevemente lançará um MIX do melhor do  PIC com o melhor do ATmega. 

Podem esperar, vai ser um super Microcontrolador imbatível.

O que eu gostaria que esse Super Microntolador tivesse ?

- consumo baixíssimo de energia

- alto poder de processamento

- memória ram, eeprom, etc suficiente para 90% das aplicações atuais

- WIFI e Bluetooth embutido ( será que é possível ?) 

- todos os tipos de interface 

- portas totalmente configuráveis ( swap de portas - qualquer pino pode ter qualquer função) 

etc, etc

Zé eu iria querer tudo que você falou, mas acrescentaria ...

- que mantivesse a filosofia de ter CIs com varidas pinagens tanto em DIP como SMD ( 8,12, 16,20, 40, 100, 200, etc)

- que mantivesse retrocompatibilidade,  tipo, pudesse continuar sendo programado pela IDE arduino 1.0.6

- que tivesse preço ainda menor do que já tem.

Super computador de um chip só você quer dizer!? rsrsrsrsrs

Quem sabe? Vamos aguardar as novidades!

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